quinta-feira, 31 de julho de 2008

Observadores Internacionais Precisam-se!


Quarta-feira, 9 de Julho, 2008

Eu já desconfiava que esta história das passagens automáticas (os alunos passarem sempre até á 7ª, quer soubessem quer não) tivesse a ver com estatísticas que o governo quisesse apresentar, mas não sabia bem que estatísticas eram estas.

Agora finalmente fiquei esclarecida, Moçambique recebeu fundos (ou, mais fundos) da ONU, ou do Banco Mundial (não me souberam explicar bem de onde vieram os fundos, mas percebi que não era de uma simples ONGD) para aplicar na educação até 2015 e, como contrapartida a estes fundos, terá que apresentar até 2015 uma x percentagem de alunos que concluíram o ensino básico, que aqui se considera até à 7ª.

Os objectivos de facto eram bons, damos os fundos, mas em troca exigimos que se amplie a rede escolar, que se melhorem as condições de acesso á escola e que se melhore a qualidade do ensino de modo que em 2015 já se tenha conseguido x % da população com o ensino básico.

Tudo muito bonito quando escrito no papel, mas na prática o governo moçambicano foi bem mais inteligente, porque muito mais fácil do que uma melhoria efectiva da rede escolar, é ter passagem automática até à 7ª. Pouco interessa se os alunos da 7ª sabem ler ou não, porque na estatística eles sabem, e assim consegue-se as metas.

Pena que as pessoas não são apenas estatísticas, e que os números às vezes também mentem!

Observadores internacionais precisam-se para darem caras aos números (eu posso ajudar com algumas se quiserem)!



Até outro dia!


segunda-feira, 28 de julho de 2008

Afinal não estou em Moçambique


Segunda-feira, 7 de Julho, 2008


Descobri que Itoculo e todas as redondezas por onde tenho andado não ficam em Moçambique, mas sim num outro país qualquer.

Como é que eu fiz esta fantástica descoberta?

Hoje ouvi na rádio que Moçambique estava encaminhado para conseguir atingir os objectivos do milénio e que, inclusive, é um grande exemplo disso no panorama internacional de modo que até andam senhores moçambicanos engravatados a dar conferências a outros senhores engravatados de outros países, para estes aprenderem como fazerem nos seus países, para terem tanto sucesso quanto Moçambique.

Ora, eu olho á minha volta e não vejo que aqui se esteja minimamente perto de atingir os objectivos do milénio. Observemos alguns dos objectivos do milénio que eu ainda me lembro:

· Redução da pobreza extrema (penso que para metade) – bom, de facto a pobreza no geral vai diminuindo, mas ainda assim, olhando para Itoculo, penso que quase dá para contar pelos dedos o número de pessoas que vivem acima do limiar da pobreza extrema, e mesmo os que vivem em cima desse limiar, pelos padrões europeus continuam a viver em situação de pobreza (incluindo professores e enfermeiros).

· Saneamento – Em termos de saneamento nem comento, existem uma série de campanhas e de blablablá, mas na realidade são os poucos os que têm sequer uma latrina, e os que tem são latrinas que dão para várias famílias, e penso sinceramente que seria melhor irem ao mato a irem àquelas latrinas [para as necessidades maiores é um buraco, que nem sequer se vai tapando com terra nem nada, simplesmente vai-se fazendo para lá; para as necessidades menores nem tão pouco tem buraco, é só uma zona rodeada de capim; enfim cenários perfeitos para propagar doenças.]

· Acesso a água potável – Nos últimos anos têm sido vários os furos que têm sido feitos, de modo que tem de facto melhorado, mas o problema é que estes furos não têm grande manutenção, e muitos vão deixando de funcionar, além disso ainda assim estão longe de chegar para as necessidades da população

· Acesso à educação – De facto as escolas têm nascido como cogumelos, só desde que eu cá cheguei na paróquia abriram pelo menos 3 escolas, o problema é que a maioria destas escolas apenas existe no papel, porque na grande maioria não existem efectivamente aulas, entre outros problemas de funcionamento.

· Acesso á saúde – Sobre este ponto já falei bastante, pois de facto era difícil estar pior.

Assim sendo, cheguei á conclusão que o país de que estavam a falar não era o mesmo em que eu estou a viver, e como tenho a certeza que eles estavam a falar de Moçambique (porque repetiram o nome várias vezes) é porque sou eu que estou enganada.

Alguém me descobre em que país é que estou a morar?


Até outro dia!



quarta-feira, 23 de julho de 2008

As Leis do Mercado


Sábado, 5 de Julho, 2008

Já ouviram falar em Gergelim? Não sei se por ignorância, ou se por não existir mesmo por essas terras, eu nunca tinha ouvido falar desta planta até ter chegado a Moçambique. É uma planta que pelos vistos serve para fazer óleo e que também dá para comer, a própria população não sabe muito bem o que é que se faz com isto, dizem apenas que "eles" fazem um óleo. Este "eles" são os grandes comerciantes que nesta altura começam a entrar nestas terras de estrada batida com os seus grandes camiões para comprar os produtos do povo (milho, algodão, feijão, gergelim…) a preços baixíssimos e que depois os vendem no mercado por sei lá quantas vezes mais.

Ora, nos últimos anos o gergelim tem sido um dos produtos que tem dado muito rendimento, de modo que muitos começaram a deixar as suas machambas de algodão, que davam muito trabalho face ao dinheiro que rendem, para as substituírem por machambas de Gergelim.

O gergelim precisa de pouca água e por isso é plantado já quase no fim da época das chuvas, de modo a que apanhe ainda um pouco de água, mas não muita. Acontece que este ano as chuvas acabaram cerca de um mês antes do normal e assim (além do milho e do feijão terem produzido muito pouco e o feijão não ter produzido nada) o gergelim deu pouco ou nada.

Pela lei da oferta e da procura é normal que, havendo pouco produto, o que exista seja mais caro, e assim aconteceu, o gergelim chegou a ser comprado aos camponeses por mais de 1 euro o kg (comparemos com o milho que no inicio estava a cerca de 5 cêntimos o kg). Assim, embora a colheita não tenha sido grande coisa, os camponeses até estavam satisfeitos, porque estavam a conseguir algum dinheiro.

Mas a verdade é que o mercado não se rege só (nem durante muito tempo) pela lei da oferta e da procura, mas sim (e principalmente) pela lei de "quem tem dinheiro é que dita as leis do mercado". Assim, quando já se previa novo aumento no preço do Gergelim, os senhores com dinheiro combinaram todos e entraram com os seus camiões a dizer: "Não compramos gergelim a mais de 15 meticais (cerca de 35 cêntimos)" e assim, de um dia para o outro, sem aviso, todos os que não tinham vendido o seu gergelim e já faziam as contas ao que iam ganhar, não tiveram outro remédio, se não fazer novas contas.

Tenho que ir falar com o meu professor de economia, porque acho que as leis do mercado que eu aprendi, aqui não se aplicam da mesma forma!



Até outro dia!




domingo, 20 de julho de 2008

Desabafos sobre Hospitais


Sexta-feira, 4 de Julho, 2008


[Antes de começar o post, faço só um parênteses para explicar um pouco a dinâmica dos hospitais aqui.

Então, na paróquia de Itoculo existem 3 "hospitais":

· o de Itoculo que funciona com 3 enfermeiros e 1 parteira;

· o de Chihire, que tem 1 enfermeiro e 1 parteira;

· e um em Ramiane, que tem só uma parteira, mas que tem uma ambulância (que foi oferecida por uma empresa), que é a que muitas vezes pedimos para vir buscar doentes a Itoculo, que não tem ambulância.

Nenhum destes hospitais tem serviço permanente ou internamento.

Depois em Monapo (a sede de distrito) existem dois hospitais:

· Monapo Vila, que é onde vamos buscar medicamentos e afins e onde se centralizam as burocracias, que tem atendimento permanente e internamento e uma ambulância(que é mais um carro normal) mas não tem médicos.

· Monapo Rio, que é o melhor hospital das redondezas e ao qual se recorre para tudo quanto seja mais grave, fica a cerca de 25 Km de Itoculo, 15 dos quais em estrada de terra batida e tem 2 médicos e um carro.]

1º desabafo

Estamos de novo sem medicamentos, há cerca de 2 semanas que não existe um antimalárico, um paracetamol, ou seja lá mais o que for… Tudo o que está a ser utilizado em Itoculo é das Irmãs e ainda assim os antimaláricos já acabaram.

2º desabafo

A ambulância de Ramiane está há 3 semanas parada por falta de combustível…

3º desabafo

No outro dia passamos à noite pelo hospital da Vila de Monapo e pediram-nos para transferir um doente com diarreia para a Monapo Rio, porque eles lá não tinham nada, nem sequer soro, nada de nada, e a ambulância deles não estava disponível...

4º desabafo

Ontem a irmã augusta saiu 3 vezes com o carro das irmãs:

· Da primeira para levar uma grávida que precisava de cesariana, quando chegou a Monapo Rio não era possível fazer lá a cesariana porque tinham uma taxa muito grande de mortes por cesariana e por isso foram proibidos de as fazer. A ambulância não estava de modo que teve de ser a Irma Augusta a ir até ao hospital de Nacala (a cerca de 70 Km), quando lá chegou já a criança estava morta.

· Depois quando chegou cá a Itoculo teve de levar uma criança que estava com uma malária cerebral de novo até Monapo Rio (o único antimalárico existente em todo o distrito é Quinino injectável, e só está a ser administrado em Monapo Rio aos casos mais graves).

· Depois teve ainda de ir buscar o enfermeiro, que tinha ido a uma reunião e que vinha com um carregamento para o hospital. Medicamentos? Não! Molhos de redes mosquiteiras!! De facto as redes mosquiteiras são muito boas, evitam malárias e mais blablabla, (eu própria durmo todos os dias com uma), mas não são feitas para casa de capim onde os ratos correm por todo o lado e onde uma semana depois de se por a rede já esta está toda roída…

5º desabafo

No Domingo passado trouxemos de uma comunidade um doente com insuficiência renal, todo inchado e que não urinava há uma semana, ontem quando a Augusta lá passou encontrou-o ainda sem ter sido atendido por ninguém (5 dias depois).

6º desabafo

A Directora Regional de Saúde está de férias, então deixou uma médica que é a directora do Hospital de Monapo Rio como responsável. Esta foi para um seminário não sei onde e deixou um enfermeiro como responsável. Este foi para outro seminário e esqueceu-se de deixar um substituto. Não há medicamentos, e também não há responsáveis a quem se possa recorrer...

Podia continuar com desabafos, mas é melhor não vos cansar muito, por isso fico por aqui!

Enfim, se os poucos hospitais que existem funcionassem continuaria a haver motivos de queixa, porque não chegam nem de longe nem de perto para toda a população que abrangem, agora assim… é assistir a funerais quase diariamente…


Até outro dia!


quarta-feira, 16 de julho de 2008

Esclarecimento


Serve este pequeno post para esclarecer os comentários que por vezes chegam da distância que existe entre o dia da escrita do post e o dia de publicação do mesmo.

Eu vou escrevendo os meus textozitos e depois quando venho à net (mais ou menos de 15 em 15 dias) envio os textos todos ao Miguel, que depois vai pondo aos poucos, para não terem logo não sei quantos textos de enfiada e depois ficarem 15 dias sem nada. A isto se deve o atraso das datas.

Aproveito que abro um post para "comentar comentários" para agradecer todos os comentários que vão surgindo, quer seja os dos que comentam quase sempre, quer seja dos que vão comentando de vez em quando, porque quando abro na net sabe sempre bem ler os comentários e sentir que também vocês fazem parte desta experiência. Obrigada!

Até outro dia!


segunda-feira, 14 de julho de 2008

Mais uma Morte em Moçambique


Quarta-feira, 25 de Junho, 2008

Quando fui para o curso na Carapira aproveitei para levar uma mulher até ao hospital de Distrital. A mulher estava com uma anemia brutal (a anemia aqui é bastante frequente) e tinha um filho de 2 meses que tinha 2 quilos pois a mulher no estado em que estava praticamente não tinha leite e aqui nos primeiros meses não existe qualquer alternativa ao leite materno.

A criança era um autêntico esqueleto, com uma cabeça enorme, para o corpo quase inexistente, mas com uns olhos enormes, super expressivos e cheios de vida!

Esta mulher já estava assim há vários meses, e por várias vezes lhe tinham dito para entrar no hospital, mas a família disse sempre que não tinha dinheiro, aceitaram ir desta vez só porque tinham boleia. No entanto o irmão dela (que foi quem a acompanhou ao hospital) é um dos capatazes nuns campos de sisal pertencentes a uma empresa Indiana, ou seja, dinheiro até tinham, mas gastar o dinheiro para ir ao hospital é que não!!

A mulher faleceu hoje, 4 dias depois de ter entrado no hospital, o bebé voltou para casa com a avó, mas o seu destino já se sabe, e na cerimónia de enterro vai ser usado talvez 100 vezes mais do dinheiro que teria sido preciso para levar a mulher há uns meses atrás ao hospital e que teria salvo duas vidas.

Infelizmente esta história repete-se no dia-a-dia, quando é para salvar uma vida, nunca têm dinheiro, nunca têm maneira, depois quando as pessoas morrem o dinheiro como que por magia aparece, porque deixar morrer sim, agora não fazer cerimónia como deve ser, isso é que não.

Até outro dia!


quinta-feira, 10 de julho de 2008

New Look

Terça-feira, 24 de Junho, 2008

Hoje ao passar pelo poço (que fica no caminho entre minha casa e a escola), todas as mamãs e crianças me bateram palmas, os meus alunos deliraram, e uma mamã disse-me que já estou a ficar moçambicana e que qualquer dia para sair daqui só se o "meu marido" me vier cá arrancar.

E isto tudo porque, além da capulana que já adoptei como roupa do dia-a-dia, ontem trancei o cabelo!! Pois é, fui trançar o meu querido cabelo, doeu um pouquito, mas até não ficou mau de todo, acho é que só deve durar uns 2 ou 3 dias, mas enfim, penso que hei-de trançar mais vezes!

Já só me falta começar a usar lenço a condizer com a capulana para passar a ser macua! (Bom faltavam-me mais umas quantas coisitas, mas isso agora não interessa nada!!)

Até outro dia!


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Diamante de Sangue


Sábado, 21 de Junho, 2008


Estou neste momento na Carapira, a participar num curso para os professores das escolas comunitárias e ontem à noite passei pela casa dos leigos, onde existe uma coisa que muita gente diz ser mágica…uma televisão!!

Depois de assistir a um episódio de uma qualquer novela (é impressionante que as novelas continuam a ser iguais, uma pessoa vê um episódio e já percebeu tudo) passou o filme "Diamante de Sangue".

Já tinha visto este filme antes pouco tempo antes de vir para cá, mas agora, ao revê-lo em solo africano, as sensações foram completamente diferentes.

Lembro-me de olhar para as imagens das ruas daquelas cidades e pensar "que confusão, tudo misturado, lixo por todo o lado, como é possível se viver ali?". Agora, ao olhar novamente para essas ruas, vi as ruas pelas quais passeio quando tenho de ir à cidade e, se bem que o lixo era completamente dispensável, a parte da confusão e das misturas é precisamente aquilo que traz o encanto a estas cidades.

Depois existem ainda partes do filme que me fazem pensar um pouco sobre todo o contexto africano e sobre a influência que tem ou não o trabalho que é feito cá por estrangeiros.

A certa altura, o actor principal, falando para uma jornalista diz qualquer coisa do género: "tu vens para aqui com os teus toalhetes desinfectantes, com as tuas vacinas para tudo, com os teus remédios para a malária e pensas que vens fazer alguma coisa?!" e fala também na expressão "TIA – this is Africa (Isto é África)", no sentido de que não há nada que se possa fazer, África é mesmo assim.

Daqui não me falta nada, tomei todas as vacinas, trouxe os meus antimaláricos, os toalhetes desinfectantes também não podem falhar e, de facto, vim a pensar que vinha cá para fazer alguma coisa.

Agora, quase 6 meses depois de cá ter chegado, e a cada dia que passa me sinto mais realizada com aquilo que faço e enquanto experiência sem dúvida que está a ser bastante gratificante, no entanto, a cada dia que passa perco mais a esperança de alguma vez esta população possa sair da miséria. (eu que antes de cá chegar acreditava que seria possível acabar com a pobreza a um horizonte de poucas gerações).

De facto, a forma como o sistema está montado é completamente os ricos cada vez mais ricos, os pobre cada vez mais pobres! Entram rios de dinheiro neste país para todos os projectos e mais alguns, quase tudo o que por aqui circula, desde salários, a medicamentos, vem de fundos estrangeiros, e onde anda esse dinheiro? Com certeza nos bolsos de alguns que por aqui pouco se vê!

Enfim…. TIA…

Até outro dia!



quarta-feira, 2 de julho de 2008

O Euro em Itoculo


Sexta-feira, 20 de Junho, 2008


Portugal – Turquia

No Domingo, dia 8 de Junho, a voltar com o Damasceno da Celebração:

Joana: O primeiro Jogo da selecção é já no próximo Sábado!

Damasceno: Já no próximo Sábado?

Joana: Sim, temos que falar para Monapo, para ver se dá para irmos lá ver.

Damasceno: Vamos, vamos, vou ligar para lá, e vamos lá ver.

No mesmo dia, à tarde, em conversa com por telefone com o Miguel:

Miguel: Já sabes que ganhámos?

Joana : Ganhámos o quê?

Miguel: Ontem jogamos contra a Turquia, e ganhámos?

Joana: Mas jogamos para o quê?

Miguel: Então? Foi o primeiro Jogo do Euro!

Joana: Mas não é só no outro Sábado?

Miguel: Não, foi neste!

Joana: Bolas!!


Portugal - Republica Checa

1ª Cena

Como o Jogo era na Quarta-Feira. E nesta tarde ia dar um tema num curso de catequistas aqui no Centro Paroquial, não tinha grandes hipóteses de ir até Monapo para ver o Jogo. Lembrei-me então que Itoculo tem duas Televisões, uma do chefe de Posto e uma de um professor, que é portanto meu colega.

Então resolvi ir falar com o professor para ver se daria para ver, já que sabia que além da TVM (televisão de Moçambique) ele apanhava também a RTP e eu tinha esperança que os Jogos estivessem a passar na RTP.

Assim, na quarta-feira de manha:

Joana: Então? Tem acompanhado o Europeu?

Mustafa: Claro que sim, ganhámos à Turquia! (é engraçado como a maioria das pessoas falam na selecção portuguesa de futebol como a "nossa selecção", sentem mesmo como se fosse deles também, é muito bom)

Joana: E vai ver o Jogo hoje?

Mustafa: a TVM não passa os Jogos de Portugal, faz só um comentário no fim do Jogo.

Joana: E na RTP?

Mustafa: Estamos sem sinal há mais de um mês, parece que houve um problema em Maputo, e estão à espera que chegue uma peça de Portugal!

Joana: #@$@##$ (em pensamento)

2ª Cena

Ao falar com o Miguel ele disse-me que o Jogo seria às 17h em Portugal, ora, sabendo eu que aqui temos uma hora a mais que em Portugal, fiz logo umas contas maravilhosas e concluí que o Jogo seria às 16h Moçambicanas.

Tendo saído furado o meu plano de ainda acompanhar o Jogo na televisão, combinei que iria receber um relato via sms. Fui para o curso de catequistas e voltei a casa por volta das 18h, á espera de ter um grande relato de como tinha sido o Jogo, mas…nada!!

Comecei a ficar um pouco irritada, então Portugal joga e ninguém me liga nenhuma??!! Pois, como devem já ter percebido, o Jogo não começava às 16h, mas sim às 18h, de modo que ainda não tinha recebido nenhum comentário ao Jogo, pois ainda não tinha começado!


Portugal – Suíça

FINALMENTE!! Sabemos o dia certo, sabemos a hora certa e rumamos até Monapo para poder assistir ao Jogo. Bom em relação ao Jogo em sim, não existe muito a declarar, foi o que todos viram…


Portugal – Alemanha

Com bastante confiança da minha parte, e sem confiança nenhuma da parte do Damasceno, lá fomos novamente até Monapo para assistir ao Jogo.

Estávamos a assistir 2 portugueses, um brasileiro a torcer por Portugal, um mexicano e um indonésio imparciais e….. 1 ALEMÃ!!

E com este Jogo de sofrimento até ao último momento fechou a minha saga do Europeu, onde só tive direito a assistir a derrotas, mas enfim...Ainda acredito que hei-de ver Portugal campeão da Europa.


Até outro dia!