segunda-feira, 28 de abril de 2008

Problemas Técnicos

Olá a todos,


Desta vez quem vos escreve não é a Joana mas sim o Miguel, pelo qual peço desde já desculpa pela minha intromissão no blog e pela minha prosa não ser tão entusiasmante como a que estão acostumados, mas por impossibilidade da Joana vos dar noticias ultimamente pediu-me para vos avisar para que não ficassem nem preocupados nem avidamente à espera de noticias pois por problemas técnicos não tem conseguido estabelecer a ligação à Internet e ainda não existe uma data prevista para a resolução do problema.


Tal como vocês também espero que o problema seja resolvido o mais rapidamente possível. O que posso adiantar é que quando este pequeno problema estiver resolvido está prevista uma actualização do blog com mais fotos (finalmente os pedidos de milhões de fãs serão atendidos).


Como não tenho o dom da escrita, deixo-vos com uma foto da Joana em Itoculo e um pequeno vídeo com crianças de Itoculo a ensaiarem os cânticos para a ordenação do Padre Bartolomeu que por acaso foi, nada mais nem menos, no dia de hoje. (Tanto a foto como o vídeo foram colocados sem autorização da autora do blog e dos intervenientes por consequente a Joana, de acordo com a declaração dos direitos reservados, enquanto titular do blog detém os direitos de reprodução ou redistribuição de toda a informação colocada no site e a sua utilização terá de ser com a sua autorização prévia, ou então, simplesmente façam o download que ninguém irá dar por isso).


Um abraço a todos,

Miguel








domingo, 6 de abril de 2008

Fim de Semana Citadino

Este fim de semana foi um pouco diferente. Primeira grande diferente, adormecer nao com os sons da natureza, mas sim com o som de carros!!!

Pois e, estou em Nampula de fim de semana, ontem, deixei o Damasceno no aeroporto, que vai a uma formacao interna dos espiritanos no zimbabwe (esperemos que corra tudo bem, dada a situacao em que o pais esta agora). E amanha chega o Miguel :):):):):):), de modo que no entretanto, para nao andar a gastar muito combustivel, fiquei por Nampula.

E engracado, quando ca cheguei lembro-me de ter achado a cidade super feia, lembro-me de andar sempre desconfiada quando andava na rua, porque tudo era estranho, diferente e me fazia confusao, lembro-me tambem de ter pensado que nunca iria ter coragem de andar sozinha pelas ruas, porque me pareceia uma coisa muito perigosa.

Ora bem, hoje, nao so andei sozinha pelas ruas, sem que em nenhuma altura me tenham parecido perigosas, como tambem consegui ver uma grande beleza em muitas das coisas desta cidade!

Existem avenidas bem bonitas, com jardins a servir de separador central e ladeadas de vivendas, tem uma catedral tambem bastante bonita tambem, numa dessas avenidas, e sempre que existe uma abertura, e se consegue olhar para os limites da cidade, somos presenteados com montanhas lindissimas, que rodeiam toda a cidade.

De facto, passada a estranheza inicial, e a dificuldade de sair dos padroes tipicamente europeus, finalmente comeco a conseguir ver aquilo que apaixonou tantos portugueses que por aqui passaram!

E pronto foi o meu fim de semana citadino, amanha ja volto de novo para o mato, vou voltar a dormir com os sons da natureza, quje digo ja que embalam bem mais que os dos carros!!

Ate outro dia
(Atencao: mais um post escrito sem acentos, cedilhas, nem corrector!)

sábado, 5 de abril de 2008

O sistema de ensino

Sexta-feira, 28 de Marco, 2008

Realmente existem algumas coisas que tenho alguma dificuldade em entender neste sistema de ensino!

Todos os alunos passam, podem faltar as vezes que quiserem, podem ter 0 a todas as disciplinas, podem não saber ler nem escrever que ainda assim recebem o diploma da 7ª classe, ou seja avaliar ou não os alunos é absolutamente indiferente para a sua progressão académica, no entanto todo o sistema está montado como se a avaliação dos alunos fosse a coisa mais importante de todo o ensino.

Então, as minhas disciplinas têm como carga horária duas horas semanais, o que faz com que eu seja obrigada a fazer 3 provas que eles chamam ACS (avaliação continua qualquer coisa) em cada trimestre (as disciplinas com carga horária maior são obrigadas a fazer 5 ou 6 em alguns casos). Isto faz com que no meu caso, que tive um total de 12 aulas (sem nunca ter faltado, foram efectivamente o numero de aulas existentes), ter um teste de 4 em 4 aulas. Portanto fazendo as contas quase que posso fazer uma aula para dar matéria, uma para rever, uma para fazer o teste e outra para o corrigir.

Não sendo isto por si só suficiente, ainda se interrompe as aulas durante 15 dias em cada trimestre para se fazer as AP’s, com toda a pompa e circunstância. Todas as turmas ao mesmo tempo, professores vigilantes, blablabla...

Portanto, em vez de se aproveitar o tempo para ensinar, perde-se tempo em avaliações e mais avaliações, que acabam por ser avaliações da treta, porque quase não têm matéria, e que ainda por cima no fim não têm qualquer uso, porque ter 20 ou 0 tem precisamente o mesmo efeito prático!

Enfim, de facto ainda não me conciliei com esta estória da passagem automática, mas tenho esperança que isso daqui a uns tempos acabe, porque o próprio povo me parece muito descontente com isso, já ouvi várias pessoas a queixar-se que não faz qualquer sentido que pessoas que não sabem ler nem escrever consigam chegar até à 7ª, e que se devia voltar ao sistema antigo. É bom sinal ouvir este tipo de comentários, e espero que com o tempo quem está no poder também se aperceba disto e as coisas mudem.

Até outro dia,

Boa Pascoa!!

segunda-feira, 24 de Marco, 2008

Começo este post a desejar a todos uma boa e santa páscoa!

A minha pascoa este ano nao teve amendoas, nem ovos de chocolate (se bem que estes dispenso perfeitamente), mas no entanto foi brindada com uma simplicidade e uma alegria que certamente valem mais do que as amendoas perdidas!!

Foram tres dias de saidas para celebracoes em diferentes comunidades que culminaram com uma vigilia pascal que demorou cerca de 4h30, e foi toda em macua (embora ja comece a perceber algumas coisa, ainda estou longe de conseguir acompnhar tudo) mas, no entanto, quando no fim olhei para o relogio nem queria acreditar que tinha passado tanto tempo, porque entre canticos de alegria, oracoes danÇadas e os gritos tipicos das mulheres o tempo passa sem se dar conta e as celebracoes ganham toda uma outra dimensao.

No fim da vigilia, com uma lua que quase parecia um sol, tal a intensidade com que brilhava, uma noite amena, a com pano de fundo a paisagem mocambicana e a capela de telhado de capim, a festa continuou com todos a cantar e a dancar ao som dos batuques.

Claro está que não puderam faltar algumas peripécias neste tempo pascal. Depois da vigilia cheguei a casa com o P. Pedro por volta das duas da manha, e o P. Damasceno ainda não tinha chegado, bom, dado que a comunidade onde ele tinha ido era ligeiramente mais afastada que aquela a que nós tinhamos ido, e iriam ter 13 casamentos, enquanto que nós apenas tinhamos tido dois, achamos que seria normal ele estar a demorar mais tempo.

Fomos ainda tomar qualquer coisa e eram já quase 3 da manha quando me fui deitar, quando me deitei ainda pensei que era estranho eles ainda não terem chegado, mas a distância entre a minha consciência e o meu cansaço foi de apenas 2 segundos, findos os quais adormeci profundamente!

Às 6h30 da manha lá tocou o despertador (portanto 3h30 depois de me ter deitado), para sair para a missa pascal na região de Chihire, fui tomar o matabicho (o único nome que aqui se houve para pequeno almoço) a casa dos Padres (como aliás faço todos os dias) e ainda nenhum estava de pé, lá pensei para com os meus boltões “bolas! Lá estão de novo atrasados...podia ter dormido mais um pouco!”. Tomei o pequeno almoço e, como continuava sem haver sinal de vida, resolvi ir até casa das irmãs, onde sabia que estariam de certeza acordadas (com as irmãs penso que a expressão “acordam com as galinhas” não se aplica, porque duvido que as galinhas se levantem tão cedo quanto elas).

Ao chegar a casa das irmãs, a I. Alice diz-me “-pois é, hoje estás sozinha daquele lado” ao que eu pergunto “-eles já sairam?” enquanto volto a pensar para com os meus botões “bolas! Sairam mais cedo e não disseram nada!!”. Foi nesta altura que percebi que afinal, as minhas conversas com os botões não tinham razão de ser, eles não tinham saído, mas também ainda não tinham chegado!

Pois é, pouco depois dos dois segundos de consciência que tive antes de adormecer chegaram dois papás (em analogia ao nome das mamãs, é o nome que se usa normalmente para os homens) de bicecleta, depois de umas boas horas de viagem desde a comunidade onde o P. Damasceno estava, a pedirem a chave sobresselente do carro, porque tinham fechado o carro com as chaves lá dentro! Ou seja, o Pedro teve que fazer mais duas horas de viagem até lá para lhes levar a outra chave!

Eram já oito horas quando chegram a Itoculo, e seguimos directos para as missas que estavam marcadas na região de Chihire. Para ainda ajudar ao cansaço, o P. Caytano estava com Malária, de modo que em vez de cada padre celebrar uma missa num sitio, o P. Damasceno ainda celebrou no sitio onde estava marcado para o caytano ir!!

Ate outro dia

(Atencao: metade do post escrito em pc sem acentos, cedilhas nem corrector automatico!! Alem disso devo dizer que era minha intensao descrever de forma mais promenorizada as celebracoes em que participei neste tempo, no entanto,depois de duas semanas com este post inacabado acabei por o preferir publicar, a ficar eternamente a espera que o momento de inspiracao surgisse, de facto as vezes e mesmo dificil passar as coisas para o papel)