quinta-feira, 10 de novembro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
Bang Bang Club
Uns amigos aqui de Maputo têm por hábito fazer sessões de cinema em casa deles à 5ª feira.
Esta semana, passaram um filme chamado Bang Bang Club, que se baseia na história real de 4 fotógrafos sul-africanos Greg Marinovich, Kevin Carter, Ken Oosterbroek e João Silva, que fotografaram o sangrento fim do apartheid na África do Sul.
Os nomes dos fotógrafos não me diziam nada à partida, mas dois deles ganharam o Prémio Pulitzer no inicio da década de 90 com fotos que fizeram história e que a maioria de nós conhece (eu a primeira não conhecia, mas a segunda faz parte das minhas imagens históricas da fome em África):
E o João Silva, que trabalha actualmente no New Yorks Times, foi bastante falado em Portugal (pois tal como nome indica é português!) há uns 2 anos atrás por ter pisado uma mina numa missão no Afeganistão que lhe vitimou as duas pernas.
O filme retrata um pouco da África do Sul no pré-apartheid, retrata dados crus e fortes desses tempo e da forma como estes fotógrafos lidaram com eles, ao mesmo tempo, por ser de uma história bastante recente, o filme toca nas nossas referências, tornando-se ainda mais interesante.
Vale a pena ver!
Até outro dia,
Esta semana, passaram um filme chamado Bang Bang Club, que se baseia na história real de 4 fotógrafos sul-africanos Greg Marinovich, Kevin Carter, Ken Oosterbroek e João Silva, que fotografaram o sangrento fim do apartheid na África do Sul.
Os nomes dos fotógrafos não me diziam nada à partida, mas dois deles ganharam o Prémio Pulitzer no inicio da década de 90 com fotos que fizeram história e que a maioria de nós conhece (eu a primeira não conhecia, mas a segunda faz parte das minhas imagens históricas da fome em África):
Foto de Greg Marinovich, tirada durante confrontos na África do Sul
Foto de Kevin Carter, tirada no Sudão
E o João Silva, que trabalha actualmente no New Yorks Times, foi bastante falado em Portugal (pois tal como nome indica é português!) há uns 2 anos atrás por ter pisado uma mina numa missão no Afeganistão que lhe vitimou as duas pernas.
O filme retrata um pouco da África do Sul no pré-apartheid, retrata dados crus e fortes desses tempo e da forma como estes fotógrafos lidaram com eles, ao mesmo tempo, por ser de uma história bastante recente, o filme toca nas nossas referências, tornando-se ainda mais interesante.
Vale a pena ver!
Até outro dia,
Freshly ground
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Hei-de chegar
Nem sempre a chegada é tão fácil quanto esperamos.. Esta foi uma dessas vezes…já aterrei em Maputo há quase um mês, mas ainda me falta chegar!
No inicio era a tese, vim para cá, mas a cabeça estava na maratona de finalizar a tese, que está feita!!! Fechei, consegui, está entregue!!! Pensei que depois disto iria finalmente chegar a Maputo, mas numa saída de campo ao norte do país [à Nampula que tanto conheço], resolvi trazer na mala não só as saudades daquele norte, mas também uma frebrezita tifoidezinha, que demorou mais de uma semana a ser diagnosticada, e que me tem deixado completamente em baixo. Assim, continuo sem aterrar em Maputo, no entanto também estou em falta com Portugal, já que o cansaço (e a vontade de não fazer outra coisa se não estar deitada, graças a estas queridas bactérias) também não me têm dado grande vontade de escrever mails, blogs e afins.
Por isso desculpem os de cá, porque ainda não cheguei, desculpem os daí, porque desapareci. Mas logo, logo, vou chegar. Como dizem por aqui: "hei-de chegar"!!
Até outro dia (em que já tiver chegado),
No inicio era a tese, vim para cá, mas a cabeça estava na maratona de finalizar a tese, que está feita!!! Fechei, consegui, está entregue!!! Pensei que depois disto iria finalmente chegar a Maputo, mas numa saída de campo ao norte do país [à Nampula que tanto conheço], resolvi trazer na mala não só as saudades daquele norte, mas também uma frebrezita tifoidezinha, que demorou mais de uma semana a ser diagnosticada, e que me tem deixado completamente em baixo. Assim, continuo sem aterrar em Maputo, no entanto também estou em falta com Portugal, já que o cansaço (e a vontade de não fazer outra coisa se não estar deitada, graças a estas queridas bactérias) também não me têm dado grande vontade de escrever mails, blogs e afins.
Por isso desculpem os de cá, porque ainda não cheguei, desculpem os daí, porque desapareci. Mas logo, logo, vou chegar. Como dizem por aqui: "hei-de chegar"!!
Até outro dia (em que já tiver chegado),
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A Cavaqueira do Poste
Dois mendigos sobem em cena, um é cego, outro não tem braços, mas têm-se um ao outro, e entre os dois, na companhia de um poste, trocam confidências, lixos e desabafos. Estabelecem uma cavaqueira, que traça uma das melhores sátiras que vi até hoje sobre a diferença abismal entre os que têm muito e os que nada têm.
Sonhadores, os residentes das ruas de Maputo, partilham diariamente restos de alimentos retirados do lixo à mistura de conversas, às vezes, sérias e outras, nem tanto…a banalização à mistura com humor que lhes esconde o sofrimento, e que nos transporta a nós para um mundo não de pobres coitados, mas um mundo de pessoas, tão banais, tão normais como nós, mas a quem a vida não sorriu da mesma forma.
Sonhadores, os residentes das ruas de Maputo, criticam a falta de voz que têm perante governo e agências internacionais, que tanto clamam a ajuda que dão aos pobres, sem nunca os chamarem a sentar à mesa dos grandes decisores.
Sonhadores, os residentes das ruas de Maputo, “fazem recordar que viver dá prazer quando se está de barriga cheia”.
Até outro dia,
Sonhadores, os residentes das ruas de Maputo, partilham diariamente restos de alimentos retirados do lixo à mistura de conversas, às vezes, sérias e outras, nem tanto…a banalização à mistura com humor que lhes esconde o sofrimento, e que nos transporta a nós para um mundo não de pobres coitados, mas um mundo de pessoas, tão banais, tão normais como nós, mas a quem a vida não sorriu da mesma forma.
Sonhadores, os residentes das ruas de Maputo, criticam a falta de voz que têm perante governo e agências internacionais, que tanto clamam a ajuda que dão aos pobres, sem nunca os chamarem a sentar à mesa dos grandes decisores.
Sonhadores, os residentes das ruas de Maputo, “fazem recordar que viver dá prazer quando se está de barriga cheia”.
Até outro dia,
terça-feira, 29 de março de 2011
Regresso a Moçambique
O meu regresso a Moçambique (De Dar-es-Salam a Pemba – 1000 e tal Km) não correu bem, bem como esperado, mas o importante: cheguei, levei um baque de realidade, porque nem todas as viagens são românticas e maravilhosos, porque nem todas as pessoas podem andar em transportes privados ou de luxo, e porque esta é a realidade de todos os que precisam de se mover por aqui. Não tendo sido propriamente bom, foi sem duvida um experiência.
Dar-Es-Salam – Mutuwara:
Tempo previsto de viagem: 8/9 horas
Tempo efectivo de viagem: 12 horas
De bilhete comprado dirigi-me para a estação a achar que a viagem seria do estilo de viagem que fiz quando fui para o norte, num autocarro calminho, em relativamente boas condições e que sai a horas…pois, pois, era bom, era!! Começa logo bem, saímos às 7 horas da gare, para eu descobrir que além daquela paragem ainda existem mais 3 paragens em Dar-Es-Sallam, de modo que já eram 10 da manha quando finalmente saímos mesmo de Dar. Mas não faltou muito para pararmos...umas 3 ou 4 vezes, para arranjar uma avaria!
Finalmente na estrada, cerca de 100 Km da estrada estão em obras, de modo que abriram picadas ao lado da estrada, portanto: 100 Km em picada ao lado de uma estrada em obras…
Para culminar, uma mulher que eu desde inicio achei que tinha uma qualquer demência, resolve deitar-se no chão do autocarro, e começar às cabeçadas (mas senhoras cabeçadas!) ao chão, bora lá desviar para a cidade mais próxima para a levar até ao hospital!
Portanto, finalmente às 21h lá cheguei a Mutuwara (convém aqui frisar, que as 21 horas cá, serão o correspondente mais ou menos à meia noite de Portugal), felizmente, o único senhor que falava inglês em todo o autocarro, durante a viagem já me tinha marcado um quarto para ficar na pensão onde ele ia ficar, de modo que foi bastante pacifico, só chegar e dormir!!
Mutuwara – Moçimboa da Praia
Tempo previsto de viagem: 6 horas
Tempo efectivo de viagem: 12 horas
Alvorada às 6h e às 6h30 já estava dentro do chapa que me levava até ao Rovuma. Às 8 horas já estava com o carimbo de saída da Tanzânia no passaporte, e a atravessar o rio para o lado de Moçambique, mas o pior estava ainda para vir.
Do lado de cá, quando se atravessa está-se absolutamente no meio do nada, mato mesmo mato, a mais de 3 Km da fronteira, dependentes de um chapa (são 3, mas só andam sempre todos juntos, de modo que é como se fosse só 1) de vontade própria. Chego e dizem que temos que esperar um pouco…muito bem… Passado cerca de uma hora, à espera debaixo de uma mangueiras, começo a ouvir algum burburinho, e sem perceber bem o que se estava a passar…
Finalmente, percebo: chegaram 5 policias, que tinham acabado de capturar 31 imigrantes ilegais, 18 da Somália, os restantes da Etiópia. Com a ajuda de paus e cacetes, e empenhando duas kalashnikov, encaminham-nos em fila indiana até ao local onde estávamos, onde os fazem sentar no meio. Esperam que as pessoa que lá estavam se juntem à volta deles, levadas pela curiosidade, e finalmente têm o cenário montado para o espectáculo começar…enquanto gritam “Mozambique no!” (para eles perceberem que não podem voltar a tentar entrar em Moçambique) vão distribuindo porrada a torto e a direito. Mas sem nunca se esquecer que é um espectáculo, por isso ridicularizando, certamente a audiência vai gostar mais: mandam-nos pôr em fila indiana, depois cada um tem que se pôr em posição para levar porrada, correr para o outro lado, deitar-se, levar mais porrada, correr para o outro lado, agachar-se e rezar para a porrada acabar….. Nunca tinha visto nada assim, horrível de mais, mau de mais, forte de mais…uns mantinham a sua postura, muitos gritavam, os mais novos choravam, estavam magros, subnutridos, completamente perdidos e a serem espancados sem perceberem porquê…. Eu não consegui ficar ali, fugi para trás de uma árvore, mas era impossível não ouvir…estava sozinha no meio do mato, queria agir, mas não podia fazer nada….todos os que assistiam achavam aquilo normal…todos achavam que fazia sentido, “assim eles aprendem a não voltar”….
Findo o espectáculo, puseram-nos todos no rio num barco, e mandaram-nos para o outro lado. Segundo o que me disseram, do lado de lá, vão-lhes fazer precisamente o mesmo, e manda-los para o lado de cá, de porrada em porrada, e assim vão acabar por morrer…
Foi das piores cenas que já vi…. Ainda tive que esperar umas boas horas até o chapa arrancar, chapa de caixa aberta, muita chuva, zonas em que atolamos e tivemos que ir todos pela lama, e, finalmente às 21h lá cheguei. Com o físico e psicológico completamente de rastos, decidi ficar um dia a mais por Mocimboa em “convalescência” que me soube muito, muito bem e me ajudou a reconfortar corpo e alma…
Moçimboa da Praia - Pemba
Tempo previsto de viagem: 6 horas
Tempo efectivo de viagem: 12 horas
Depois de um dia de recarregar baterias, consegui arranjar uma boleia para ir para Pemba, que sempre é mais simpático que andar de chapa. Mas…. não tínhamos vidro da frente, portanto além de termos que ir super devagar e a comer mosquitos, começou a chover a meio e tivemos que parar, tapar o carro com uma lona, e ficar sentados lá dentro há espera que a chuva se lembrasse de passar.
Portanto disse há minha amiga de Pemba que chagava para almoçar, e só cheguei para jantar, mas cheguei!!! Mas acho que as viagens de chapa agora vão esperar um pouco, acho que tenho a minha dose para os próximos tempos.
Até outro dia,
Dar-Es-Salam – Mutuwara:
Tempo previsto de viagem: 8/9 horas
Tempo efectivo de viagem: 12 horas
De bilhete comprado dirigi-me para a estação a achar que a viagem seria do estilo de viagem que fiz quando fui para o norte, num autocarro calminho, em relativamente boas condições e que sai a horas…pois, pois, era bom, era!! Começa logo bem, saímos às 7 horas da gare, para eu descobrir que além daquela paragem ainda existem mais 3 paragens em Dar-Es-Sallam, de modo que já eram 10 da manha quando finalmente saímos mesmo de Dar. Mas não faltou muito para pararmos...umas 3 ou 4 vezes, para arranjar uma avaria!
Finalmente na estrada, cerca de 100 Km da estrada estão em obras, de modo que abriram picadas ao lado da estrada, portanto: 100 Km em picada ao lado de uma estrada em obras…
Para culminar, uma mulher que eu desde inicio achei que tinha uma qualquer demência, resolve deitar-se no chão do autocarro, e começar às cabeçadas (mas senhoras cabeçadas!) ao chão, bora lá desviar para a cidade mais próxima para a levar até ao hospital!
Portanto, finalmente às 21h lá cheguei a Mutuwara (convém aqui frisar, que as 21 horas cá, serão o correspondente mais ou menos à meia noite de Portugal), felizmente, o único senhor que falava inglês em todo o autocarro, durante a viagem já me tinha marcado um quarto para ficar na pensão onde ele ia ficar, de modo que foi bastante pacifico, só chegar e dormir!!
Mutuwara – Moçimboa da Praia
Tempo previsto de viagem: 6 horas
Tempo efectivo de viagem: 12 horas
Alvorada às 6h e às 6h30 já estava dentro do chapa que me levava até ao Rovuma. Às 8 horas já estava com o carimbo de saída da Tanzânia no passaporte, e a atravessar o rio para o lado de Moçambique, mas o pior estava ainda para vir.
Do lado de cá, quando se atravessa está-se absolutamente no meio do nada, mato mesmo mato, a mais de 3 Km da fronteira, dependentes de um chapa (são 3, mas só andam sempre todos juntos, de modo que é como se fosse só 1) de vontade própria. Chego e dizem que temos que esperar um pouco…muito bem… Passado cerca de uma hora, à espera debaixo de uma mangueiras, começo a ouvir algum burburinho, e sem perceber bem o que se estava a passar…
Finalmente, percebo: chegaram 5 policias, que tinham acabado de capturar 31 imigrantes ilegais, 18 da Somália, os restantes da Etiópia. Com a ajuda de paus e cacetes, e empenhando duas kalashnikov, encaminham-nos em fila indiana até ao local onde estávamos, onde os fazem sentar no meio. Esperam que as pessoa que lá estavam se juntem à volta deles, levadas pela curiosidade, e finalmente têm o cenário montado para o espectáculo começar…enquanto gritam “Mozambique no!” (para eles perceberem que não podem voltar a tentar entrar em Moçambique) vão distribuindo porrada a torto e a direito. Mas sem nunca se esquecer que é um espectáculo, por isso ridicularizando, certamente a audiência vai gostar mais: mandam-nos pôr em fila indiana, depois cada um tem que se pôr em posição para levar porrada, correr para o outro lado, deitar-se, levar mais porrada, correr para o outro lado, agachar-se e rezar para a porrada acabar….. Nunca tinha visto nada assim, horrível de mais, mau de mais, forte de mais…uns mantinham a sua postura, muitos gritavam, os mais novos choravam, estavam magros, subnutridos, completamente perdidos e a serem espancados sem perceberem porquê…. Eu não consegui ficar ali, fugi para trás de uma árvore, mas era impossível não ouvir…estava sozinha no meio do mato, queria agir, mas não podia fazer nada….todos os que assistiam achavam aquilo normal…todos achavam que fazia sentido, “assim eles aprendem a não voltar”….
Findo o espectáculo, puseram-nos todos no rio num barco, e mandaram-nos para o outro lado. Segundo o que me disseram, do lado de lá, vão-lhes fazer precisamente o mesmo, e manda-los para o lado de cá, de porrada em porrada, e assim vão acabar por morrer…
Foi das piores cenas que já vi…. Ainda tive que esperar umas boas horas até o chapa arrancar, chapa de caixa aberta, muita chuva, zonas em que atolamos e tivemos que ir todos pela lama, e, finalmente às 21h lá cheguei. Com o físico e psicológico completamente de rastos, decidi ficar um dia a mais por Mocimboa em “convalescência” que me soube muito, muito bem e me ajudou a reconfortar corpo e alma…
Moçimboa da Praia - Pemba
Tempo previsto de viagem: 6 horas
Tempo efectivo de viagem: 12 horas
Depois de um dia de recarregar baterias, consegui arranjar uma boleia para ir para Pemba, que sempre é mais simpático que andar de chapa. Mas…. não tínhamos vidro da frente, portanto além de termos que ir super devagar e a comer mosquitos, começou a chover a meio e tivemos que parar, tapar o carro com uma lona, e ficar sentados lá dentro há espera que a chuva se lembrasse de passar.
Portanto disse há minha amiga de Pemba que chagava para almoçar, e só cheguei para jantar, mas cheguei!!! Mas acho que as viagens de chapa agora vão esperar um pouco, acho que tenho a minha dose para os próximos tempos.
Até outro dia,
segunda-feira, 28 de março de 2011
Tanzaniando
A minha aventura pela Tanzânia começou com um festival de música em Zanzibar – Sauti na busara.
Zanzibar tem fama de ser uma ilha mágica, e de facto, faz jus à sua fama, ali se encontra uma mistura vibrante entre a África a e Ásia, com uma harmonia tal que faz com que cada refeição, cada passeio pelas ruas de Stone Town, se tornem em momentos únicos. No entanto, esta fama que persegue Zanzibar, faz também com que a afluência de turista seja gigante, e que toda a ilha se tenha voltado para esta enorme fonte de rendimentos. Assim, quase que se vêem tantos habitantes locais, como estrangeiros. Com o contraste que se evidencia sobretudo nas mulheres: numa terra 100 % muçulmana, as locais tapadas da cabeça aos pés, e as estrangeiras destapadas da cabeça aos pés!!
No dia em que chegamos a Arusha, foi o dia da desilusão… Depois de 10 horas de viagem de autocarro, eis que descobrimos o preço dos safaris e percebemos que só depois de casarmos com homens ricos é que poderemos fazer 3 dias de safaris!! Mas, não contentes com a ideia de não fazermos safari nenhum, no dia seguinte apanhámos um chapa para a territa mais perto da entrada de um dos parques, e depois passámos toda a tarde a tentar arranjar a maneira mais barata de fazer um safari.
E lá arranjamos, cara na mesma, mas a mais barata de todas, com uns guias muito simpáticos e um carro que só pegava de empurrão (vejam em baixo o filme de um carro a empurrar o nosso no meio do parque – já que no meio do parque não dava muito jeito sair do carro e empurrar!).
Mas, embora caro, valeu bem, bem, bem a pena este dia, vimos todos os animais que era possível ver, e ainda uma chita a caçar uma gazela, que (perdoe-me a gazela) foi um momento excepcional mesmo! (o guia não via uma chita desde Junho!)
Findo o safari, regressámos a Arusha, onde perdemos uma companheira de viagem que regressou a Pemba, ainda fomos fazer um dia de caminhada num lago lindíssimo, muito perto da cidade.
No dia seguinte partimos para as terras perdidas de Samé, onde estava uma espanhola que tínhamos conhecido em Zanzibar. Ela foi de uma hospitalidade brutal e aproveitámos ainda para fazer umas caminhadas na montanhas Samé, que são fabulosas.
Depois foi a vez de seguir até Dar-es-Salem, aqui já sem companheiras de viagem, e cumprindo o objectivo inicial da minha viagem: “viajar sozinha”. O objectivo foi cumprido, mas de todo não fiquei fã. Mas ainda assim, gostei da cidade de Dar, embora com um pouco de confusão a mais, e cafés/esplanadas a menos!
Depois de um dia de passeios por Dar-es-Salem, rumei a Moçambique, uma viagem com tantas peripécias que merece um post só por si!
Até outro dia,
Zanzibar tem fama de ser uma ilha mágica, e de facto, faz jus à sua fama, ali se encontra uma mistura vibrante entre a África a e Ásia, com uma harmonia tal que faz com que cada refeição, cada passeio pelas ruas de Stone Town, se tornem em momentos únicos. No entanto, esta fama que persegue Zanzibar, faz também com que a afluência de turista seja gigante, e que toda a ilha se tenha voltado para esta enorme fonte de rendimentos. Assim, quase que se vêem tantos habitantes locais, como estrangeiros. Com o contraste que se evidencia sobretudo nas mulheres: numa terra 100 % muçulmana, as locais tapadas da cabeça aos pés, e as estrangeiras destapadas da cabeça aos pés!!
O festival, embora de facto muito voltado para os turistas, foi muito, muito bom, e muito animado, passado com pessoal que vive em Pemba, e onde deu para conhecer as companheiras de viagem para os dias seguintes de férias.
Além da zona de Stone Town, ainda deu para ir fazer uma rota das especiarias; conhecer uma pequena ilha em frente com uma prisão, que acabou por nunca servir de prisão, mas sim de hospital de quarentena para os marinheiros que vinham aportar a Zamzibar; e ainda umas praias, mais no lado este da ilha.
Findo Zanzibar, rumei até Dar-es-Salem onde fiquei numa noite em “couch surfing”, e depois juntei-me às minhas novas companheiras de viagem e partimos até Arusha, bem lá no norte do país, já perto da fronteira com o Quénia, supostamente para fazer 3 dias de safari, nuns dos melhores parques de África.
No dia em que chegamos a Arusha, foi o dia da desilusão… Depois de 10 horas de viagem de autocarro, eis que descobrimos o preço dos safaris e percebemos que só depois de casarmos com homens ricos é que poderemos fazer 3 dias de safaris!! Mas, não contentes com a ideia de não fazermos safari nenhum, no dia seguinte apanhámos um chapa para a territa mais perto da entrada de um dos parques, e depois passámos toda a tarde a tentar arranjar a maneira mais barata de fazer um safari.
E lá arranjamos, cara na mesma, mas a mais barata de todas, com uns guias muito simpáticos e um carro que só pegava de empurrão (vejam em baixo o filme de um carro a empurrar o nosso no meio do parque – já que no meio do parque não dava muito jeito sair do carro e empurrar!).
Mas, embora caro, valeu bem, bem, bem a pena este dia, vimos todos os animais que era possível ver, e ainda uma chita a caçar uma gazela, que (perdoe-me a gazela) foi um momento excepcional mesmo! (o guia não via uma chita desde Junho!)
Findo o safari, regressámos a Arusha, onde perdemos uma companheira de viagem que regressou a Pemba, ainda fomos fazer um dia de caminhada num lago lindíssimo, muito perto da cidade.
No dia seguinte partimos para as terras perdidas de Samé, onde estava uma espanhola que tínhamos conhecido em Zanzibar. Ela foi de uma hospitalidade brutal e aproveitámos ainda para fazer umas caminhadas na montanhas Samé, que são fabulosas.
Depois foi a vez de seguir até Dar-es-Salem, aqui já sem companheiras de viagem, e cumprindo o objectivo inicial da minha viagem: “viajar sozinha”. O objectivo foi cumprido, mas de todo não fiquei fã. Mas ainda assim, gostei da cidade de Dar, embora com um pouco de confusão a mais, e cafés/esplanadas a menos!
Depois de um dia de passeios por Dar-es-Salem, rumei a Moçambique, uma viagem com tantas peripécias que merece um post só por si!
Até outro dia,
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