sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Momentos do Passeio a Nampula


Terça-feira, 4 de Novembro, 2008

Do passeio a Nampula ficam ainda alguns pequenos momentos, alguns pequenos pormenores, que passo a partilhar, existe alguma probabilidade de não parecerem nada, quando lidos num qualquer pc, mas quando vividos, posso vos garantir que valem por muito! Foram mais, mas fica aquilo que me lembro.

  • Quando chegamos á radio todos estavam aflitos para mijar (é mesmo assim que se diz aqui), e eu lá perguntei onde era a casa de banho, mas o problema é que, estes miúdos nunca tinham visto uma casa de banho na vida deles, então lá lhes tive mais ou menos a explicar como tinham que fazer. Ora, um dos miúdos pediu se eu podia ir com ele, para ajudar, eu disse, meio na brincadeira "mas eu sou vossa mãe?", ao que outro respondeu logo "então, não és?" e outro completou "Então se não és nossa mãe és nossa mana, e nós todos somos os teus irmãozinhos!".
  • Ainda na Rádio ouve um rapaz que achou por bem vir-se meter comigo, eu com pouca paciência lá o fui despachando, até que ele me pediu o numero do telemóvel, e como eu não dei, resolveu escrever o numero dele num papel para me dar. Eu disse para ele dar aos miúdos se quisesse, epá... os miúdos pura e simplesmente não deixaram que ele desse, e a certa altura o Edmilson aceitou o papel, e todos os miúdos queriam que ele o rasgasse, porque não queriam que ninguém se metesse com a professora!
  • Uma das meninas, a Antelvina, quando voltou de subir o elevador, estava num estado de alegria tal, que não conseguia sequer falar. Eu tinha ficado cá em baixo, enquanto o grupo em que ela ia subiu com o Edmilson, e ela quando chegou cá a baixo, só conseguiu agarrar-me a mão, e ficar a segurar-me, sem nada dizer, durante uns tempos.
  • Na vinda para casa, todos a dormir, todos deitadinhos, cansados do dia cheio, no sossego da noite, mirei-os a todos... os que no carro da frente se amontoavam na caixa, envoltos na capulana que lhes emprestei, os que no banco de trás do carro que eu conduzia, tanto tinham lutado para se manterem acordados, mas que finalmente caíram uns sobre os outros... e não consegui conter uma ou duas lágrimas de alegria!


Até outro dia!




4 comentários:

Anónimo disse...

Olá filhotinha,
ainda bem que os teus jovens tomam bem conta de ti...
O resto, são momentos de ternura únicos,e pensar que esses miúdos foram, simplesmente, a Nampula...
Muitos beijinhos
Mamã

Miguel Ribeiro disse...

As palavras para comentar o que tu escreves são cada vez menos, mas a certeza que Deus está bem presente em cada um destes momentos é cada vez maior!
Continua a lançar as tuas mãos ao sopro do Seu Amor!!!

Anónimo disse...

Oh..

Pelos vistos andas a fazer sorrir
muitos meninos por ai :)

Um bjinho muito gd, com saudade

Mizé

Unknown disse...

Mpakha Nihiku Nikina... quando li esta expressão chorei, não sei por quê... Talves por me lembrar da minha lingua materna que não falo há quase 30 anos. Sei o que significa: Até outro dia! Estou fora de Nampula, especificamente de Nicuia, para quem vai para Murrupula, há mais de 30 anos...