segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Lichinga e Lago do Niassa


Essa tarde foi meia de descanso, meia de passeio por Lichinga, e também de preparação da nossa viagem até ao lago do Niassa. Depois de algumas voltas para ver como haveríamos de ir, um padre (que está de momento a substituir o Bispo do Niassa, até que novo seja nomeado) disse que fazia questão de nos levar pessoalmente ao Lago, que visitas tinham que ser bem tratadas, e que por isso fazia mesmo questão de ser ele a nos levar. Tendo em conta a nossa outra hipótese mais viável seria ir de chapa, resolvemos que deveríamos então aproveitar tamanha hospitalidade.

Este Padre não estava ainda em Lichinga, mas chegaria nessa mesma noite e assim de manhã cedinho seguiríamos para o lago. Assim, nessa noite tentamos entrar em contacto com ele, e nada… no dia seguinte de manha cedo voltamos a tentar e … nada… andamos a dar mais algumas voltas por Lichinga, já um pouco chateadas porque àquela hora já não era muito viável ir de chapa(estávamos a cerca de 1h30 do lago).

Finalmente, por volta das 12h, houve sinal de vida!! Lá combinamos e fomos logo no inicio da tarde até ao lago, ao inicio o Padre estava a ser super simpático, até que a dada altura nos perguntou se já tínhamos estado noutros sítios em Moçambique, dissemos que sim, que estávamos na Diocese de Nacala... bem, a cara do homem foi mesmo a cara do desapontamento… quando ele se apercebeu que nós éramos reles missionárias e não ilustres visitas vindas directamente de Portugal, ficou…. A partir daí a viagem foi bastante mais silenciosa!!

Bem, mas entre curvas e contracurvas de uma estrada montanhosa, de repente abriu-se na nossa frente, bem lá em baixo, a imagem do lago. É difícil descrever a sensação, porque este lago simplesmente não cabe no nosso conceito de lago, é de uma dimensão impressionante, não se vê sequer o outro lado, e como aparece de repente do meio das montanhas, a respiração parece que por uns segundos fica parada, enquanto nos apercebemos da maravilha de tal paisagem.

Essa noite dormimos na paróquia do Lago, que fica ladeada de montanhas de um lado, e de uma falésia sobre o lago do outro, sendo por isso um local lindíssimo. O dia seguinte foi todo passado na praia do lago (o padre deixou-nos lá de manha e depois foi-nos lá buscar à tardinha, quase sem abrir a boca!), nadamos, comemos peixe fresquinho assado, assistimos ao trabalho dos pescadores, descansamos, foi um dia muito agradável, aquela praia era lindíssima, mesmo muito bonita…

Até outro dia!


3 comentários:

Miguel Ribeiro disse...

Ai, ai, a vida missionária...

troza disse...

Há coisas fantásticas, não há?

Anónimo disse...

...eu diria mesmo que há vidas fantásticas, não há? mas um pouco reles, todavia... ;P