Zanzibar tem fama de ser uma ilha mágica, e de facto, faz jus à sua fama, ali se encontra uma mistura vibrante entre a África a e Ásia, com uma harmonia tal que faz com que cada refeição, cada passeio pelas ruas de Stone Town, se tornem em momentos únicos. No entanto, esta fama que persegue Zanzibar, faz também com que a afluência de turista seja gigante, e que toda a ilha se tenha voltado para esta enorme fonte de rendimentos. Assim, quase que se vêem tantos habitantes locais, como estrangeiros. Com o contraste que se evidencia sobretudo nas mulheres: numa terra 100 % muçulmana, as locais tapadas da cabeça aos pés, e as estrangeiras destapadas da cabeça aos pés!!
O festival, embora de facto muito voltado para os turistas, foi muito, muito bom, e muito animado, passado com pessoal que vive em Pemba, e onde deu para conhecer as companheiras de viagem para os dias seguintes de férias.
Além da zona de Stone Town, ainda deu para ir fazer uma rota das especiarias; conhecer uma pequena ilha em frente com uma prisão, que acabou por nunca servir de prisão, mas sim de hospital de quarentena para os marinheiros que vinham aportar a Zamzibar; e ainda umas praias, mais no lado este da ilha.
Findo Zanzibar, rumei até Dar-es-Salem onde fiquei numa noite em “couch surfing”, e depois juntei-me às minhas novas companheiras de viagem e partimos até Arusha, bem lá no norte do país, já perto da fronteira com o Quénia, supostamente para fazer 3 dias de safari, nuns dos melhores parques de África.
No dia em que chegamos a Arusha, foi o dia da desilusão… Depois de 10 horas de viagem de autocarro, eis que descobrimos o preço dos safaris e percebemos que só depois de casarmos com homens ricos é que poderemos fazer 3 dias de safaris!! Mas, não contentes com a ideia de não fazermos safari nenhum, no dia seguinte apanhámos um chapa para a territa mais perto da entrada de um dos parques, e depois passámos toda a tarde a tentar arranjar a maneira mais barata de fazer um safari.
E lá arranjamos, cara na mesma, mas a mais barata de todas, com uns guias muito simpáticos e um carro que só pegava de empurrão (vejam em baixo o filme de um carro a empurrar o nosso no meio do parque – já que no meio do parque não dava muito jeito sair do carro e empurrar!).
Mas, embora caro, valeu bem, bem, bem a pena este dia, vimos todos os animais que era possível ver, e ainda uma chita a caçar uma gazela, que (perdoe-me a gazela) foi um momento excepcional mesmo! (o guia não via uma chita desde Junho!)
Findo o safari, regressámos a Arusha, onde perdemos uma companheira de viagem que regressou a Pemba, ainda fomos fazer um dia de caminhada num lago lindíssimo, muito perto da cidade.
No dia seguinte partimos para as terras perdidas de Samé, onde estava uma espanhola que tínhamos conhecido em Zanzibar. Ela foi de uma hospitalidade brutal e aproveitámos ainda para fazer umas caminhadas na montanhas Samé, que são fabulosas.
Depois foi a vez de seguir até Dar-es-Salem, aqui já sem companheiras de viagem, e cumprindo o objectivo inicial da minha viagem: “viajar sozinha”. O objectivo foi cumprido, mas de todo não fiquei fã. Mas ainda assim, gostei da cidade de Dar, embora com um pouco de confusão a mais, e cafés/esplanadas a menos!
Depois de um dia de passeios por Dar-es-Salem, rumei a Moçambique, uma viagem com tantas peripécias que merece um post só por si!
Até outro dia,
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