O que vale é que eu não ando muito para escritas, mas há quem ande!! Deixo um texto do Tony, que assim como assim me pinta de uma forma tão bonita, que vale sempre a pena pôr aqui a ver quantos engano :P
"O Monte Abraão – Sintra foi o berço onde a sua fé foi crescendo. Depois da catequese, a sua entrada no mundo dos jovens passou por dois caminhos: os Jovens Sem Fronteiras (JSF) e os Escuteiros. Não vale a pena perguntar qual o mais importante e decisivo, porque ela não consegue responder. Mas foi crescendo na sua capacidade de dar-se.
‘Ponte’ nas periferias do Rio
E percebeu que, como escreveu D. Hélder Câmara, a Missão é sempre partir. E preparou-se para se fazer ao largo... Primeiro, com os JSF, fez uma ‘Ponte’, experiência missionária que, ano após ano, coloca uma dúzia de jovens a ligar duas margens. No caso dela, em 2005, tornou mais estreito o mar que nos separa do Brasil. A experiência de Missão nas favelas de Cabo Frio, periferia do Rio de Janeiro, marcou-a para sempre. Ali, do outro lado do Atlântico, os contrastes são mais gritantes e as injustiças são de bradar aos céus, pois os ricos são muito ricos e os pobres... miseráveis.

Um ano em Moçambique
A experiência foi muito densa, mas soube-lhe a pouco e preparou-se logo para partir por mais tempo. Terminou o Curso de Engenharia do Ambiente, arranjou um excelente emprego que...deixou para rumar ao norte de Moçambique onde esteve todo o ano de 2008. Uma loucura, em tempo tão difícil de se entrar no mercado de trabalho. Mas queria partir e ninguém a conseguiu impedir de dar este salto. Conta como foi: “O ano de 2008 foi, para mim, um ano bastante diferente, passado num outro mundo, um mundo geograficamente longe, mas ainda mais longe em tudo o resto. A 12 de Janeiro de 2008 cheguei à Missão Espiritana de Itoculo, onde durante um ano vivi, cantei, sorri, chorei, partilhei e cresci”.
‘Estar’ é mais importante que ‘fazer’!
Trabalhou muito e bem, como o dizem os Espiritanos e Espiritanas com quem partilhou o dia-a-dia complicado de uma Missão pobre. Trabalhou muito na Escola e com os jovens,
numa área com 77 comunidades, onde o ensino está de rastos, apesar de a paz já ter chegado a Moçambique há alguns anos.
É modesta, mas profunda, na avaliação que apresenta: “Não foi tanto com o fazer que cresci, mas sim com o estar. Por isso, fiz muita coisa, mas sobretudo estive: Estive no meio de um povo, o povo macua, que do nada faz tudo, com uma generosidade imensa e com um sorriso constante no rosto. Estive no meio de um povo onde os batuques ditam o ritmo e genuidade de cada um impera. Estive no meio de um povo que me ensinou a voltar a ser criança, a me espantar com tudo o que me rodeia. Estive no meio de um povo que me ensinou a olhar o mundo com outros olhos. Estive no meio de uma equipa missionária que me acolheu com uma espontaneidade e uma alegria indescritíveis. Estive no meio de uma equipa missionária que me ensinou outra forma de encontrar Deus. Estive no meio de uma equipa missionária que me ensinou a viver em comunidade e a lidar com as diferenças de cada um. Estive onde sinto que Deus me quis. E espero continuar agora a seguir o Seu caminho, certa de que este ano que passei me fará andar mais forte e com mais confiança”.
Na hora do regresso
É difícil apagar as pegadas de um ano de intensa missão no norte abandonado de Moçambique. Continua, dois meses após o regresso, a sonhar com este povo que nunca mais poderá abandonar. Vem com a cabeça cheia de projectos, alguns dos quais (por exemplo, a construção de um Internato que acolha meninas e lhes possibilite estudar) vão mesmo avançar.
Chegou, teve dificuldades a adaptar-se, novamente, aos ritmos e costumes ocidentais, e começou a roda-viva de entrevistas e envio de currículos para voltar ao mercado de trabalho. Missão quase impossível... mas só ‘quase’. Porque, a Quarta-Feira de Cinzas permitiu-lhe virar uma nova página, sendo o primeiro dia do resto da vida laboral desta jovem Engenheira do Ambiente. Está já a trabalhar e muito feliz, na área académica da sua predilecção.
E a Missão está-lhe no sangue... Por isso, não vai parar de anunciar o Evangelho. Vai continuar a ‘partir’.
Perfil
1984 – Nasceu em Monte Abraão
1999 – Entrou nos JSF
1996– Entrou nos Escuteiros
2004 - 2005 – ‘Erasmus’ em Praga
2005 – ‘Ponte 2005’ no Brasil
2006 – Engenharia do Ambiente
2008 – Missão em Moçambique
2009 – Regresso a Portugal"
Texto: Tony Neves - In Jornal Voz da Verdade - Perfil - 8 Março'09
"O Monte Abraão – Sintra foi o berço onde a sua fé foi crescendo. Depois da catequese, a sua entrada no mundo dos jovens passou por dois caminhos: os Jovens Sem Fronteiras (JSF) e os Escuteiros. Não vale a pena perguntar qual o mais importante e decisivo, porque ela não consegue responder. Mas foi crescendo na sua capacidade de dar-se.
‘Ponte’ nas periferias do Rio
E percebeu que, como escreveu D. Hélder Câmara, a Missão é sempre partir. E preparou-se para se fazer ao largo... Primeiro, com os JSF, fez uma ‘Ponte’, experiência missionária que, ano após ano, coloca uma dúzia de jovens a ligar duas margens. No caso dela, em 2005, tornou mais estreito o mar que nos separa do Brasil. A experiência de Missão nas favelas de Cabo Frio, periferia do Rio de Janeiro, marcou-a para sempre. Ali, do outro lado do Atlântico, os contrastes são mais gritantes e as injustiças são de bradar aos céus, pois os ricos são muito ricos e os pobres... miseráveis.

Um ano em Moçambique
A experiência foi muito densa, mas soube-lhe a pouco e preparou-se logo para partir por mais tempo. Terminou o Curso de Engenharia do Ambiente, arranjou um excelente emprego que...deixou para rumar ao norte de Moçambique onde esteve todo o ano de 2008. Uma loucura, em tempo tão difícil de se entrar no mercado de trabalho. Mas queria partir e ninguém a conseguiu impedir de dar este salto. Conta como foi: “O ano de 2008 foi, para mim, um ano bastante diferente, passado num outro mundo, um mundo geograficamente longe, mas ainda mais longe em tudo o resto. A 12 de Janeiro de 2008 cheguei à Missão Espiritana de Itoculo, onde durante um ano vivi, cantei, sorri, chorei, partilhei e cresci”.
‘Estar’ é mais importante que ‘fazer’!
Trabalhou muito e bem, como o dizem os Espiritanos e Espiritanas com quem partilhou o dia-a-dia complicado de uma Missão pobre. Trabalhou muito na Escola e com os jovens,
numa área com 77 comunidades, onde o ensino está de rastos, apesar de a paz já ter chegado a Moçambique há alguns anos.É modesta, mas profunda, na avaliação que apresenta: “Não foi tanto com o fazer que cresci, mas sim com o estar. Por isso, fiz muita coisa, mas sobretudo estive: Estive no meio de um povo, o povo macua, que do nada faz tudo, com uma generosidade imensa e com um sorriso constante no rosto. Estive no meio de um povo onde os batuques ditam o ritmo e genuidade de cada um impera. Estive no meio de um povo que me ensinou a voltar a ser criança, a me espantar com tudo o que me rodeia. Estive no meio de um povo que me ensinou a olhar o mundo com outros olhos. Estive no meio de uma equipa missionária que me acolheu com uma espontaneidade e uma alegria indescritíveis. Estive no meio de uma equipa missionária que me ensinou outra forma de encontrar Deus. Estive no meio de uma equipa missionária que me ensinou a viver em comunidade e a lidar com as diferenças de cada um. Estive onde sinto que Deus me quis. E espero continuar agora a seguir o Seu caminho, certa de que este ano que passei me fará andar mais forte e com mais confiança”.
Na hora do regresso
É difícil apagar as pegadas de um ano de intensa missão no norte abandonado de Moçambique. Continua, dois meses após o regresso, a sonhar com este povo que nunca mais poderá abandonar. Vem com a cabeça cheia de projectos, alguns dos quais (por exemplo, a construção de um Internato que acolha meninas e lhes possibilite estudar) vão mesmo avançar.
Chegou, teve dificuldades a adaptar-se, novamente, aos ritmos e costumes ocidentais, e começou a roda-viva de entrevistas e envio de currículos para voltar ao mercado de trabalho. Missão quase impossível... mas só ‘quase’. Porque, a Quarta-Feira de Cinzas permitiu-lhe virar uma nova página, sendo o primeiro dia do resto da vida laboral desta jovem Engenheira do Ambiente. Está já a trabalhar e muito feliz, na área académica da sua predilecção.
E a Missão está-lhe no sangue... Por isso, não vai parar de anunciar o Evangelho. Vai continuar a ‘partir’.
Perfil
1984 – Nasceu em Monte Abraão
1999 – Entrou nos JSF
1996– Entrou nos Escuteiros
2004 - 2005 – ‘Erasmus’ em Praga
2005 – ‘Ponte 2005’ no Brasil
2006 – Engenharia do Ambiente
2008 – Missão em Moçambique
2009 – Regresso a Portugal"
Texto: Tony Neves - In Jornal Voz da Verdade - Perfil - 8 Março'09
3 comentários:
a mim não me enganas tu, q isto já são mtos anos.... desde 99 nos JSF?!?! jesus!!!! q cotas!! ;)
Pois é...ter um bom staff para promover a imagem (de preferência à borlix) é privilégio de poucos. Aproveita!
Beijos. Tony
Eu fiquei convencida :)
Acho que mesmo a própria não o faria melhor :)
bjinhos gds
Enviar um comentário