Sábado, 22 de Novembro, 2008
Esta semana tive dois cursos de jovens aqui no Centro Paroquial, deveriam vir um jovem de cada uma das 75 comunidades, mais os responsáveis das 15 zonas e das 3 regiões, faltaram vários, mas ainda assim, estiveram 37 no primeiro curso e 41 no segundo curso.
Os cursos correram bastante bem, serviram de formação, mas também de balanço do ano, e sugestões para o próximo ano. Embora tenha adorado trabalhar com os jovens, senti que o trabalho não correu muito bem, porque é muito difícil, entrar numa cultura nova, numa estrutura nova, numa maneira de estar completamente diferente, e tentar fazer um trabalho de fundo e que dê alguns frutos. O facto da irmã Felicité ter saído um pouco á pressa daqui, também não ajudou, porque de repente vi-me um pouco "atirada ao leões", como se costuma dizer, e muitas vezes me senti bastante perdida.
Olhando para trás, vejo que muita coisa teria feito diferente, porque realmente muita do que fiz foi ainda com padrões demasiado ocidentais, que dificilmente entram nos padrões dos meus jovens.
No entanto, nestes cursos, apercebi-me que afinal, mais do que aquilo que eu tinha pensado foi entrando e que, ainda assim, o meu teve um pouco mais de resultados do que eu pensava. De facto, mesmo com todas as dificuldades e todas as deficiências, aprendi com estes jovens, assim como sinto que aprenderam comigo e, aos poucos, fomos construído alguma relação que mensurável em trabalho pode de facto não ter sido tão produtiva quanto gostaria, mas que numa outra dimensão terá um impacte muito bom e positivo.
Até outro dia!
2 comentários:
Pois é Joaninha. A Pastoral Juvenil tem muito que se lhe diga. E quando se trata de jovens de outro 'mundo cultural', tudo se pode complicar ainda mais. Mas dados que se aplicam em toda a parte: o testemunho, a postura, a alegria que se demonstra ao estar com eles, a fé que se vive...isso passar por cima de tudo o resto. E, só por isso, os jovens devem ter gostado muito de estar este ano contigo.
beijos e Santo Natal (mais quentinho que aqui). Tony
Ser Jovem, Ser Feliz, Ser...
A questão essencial reside no SER
Nós temos de facto a tendência de avaliar o sucesso ou insucesso das nossas acções pelos resultados de uma forma objectivo/resultado mensuráveis, delineados. De facto há muito mais para além disso.
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